Último treino

A aula de ontem foi muito boa.

Começámos com um aquecimento solto. Corridinha, skip à frente e atrás, caminhada de quatro, caranguejo e outra movimentação de inicio de aula.

O Vita abriu as hostilidades com umas entradas nas pernas, defendidas com guilhotina e ida para as costas. Depois um sprawl em duas fases; uma primeira estirada em jeito de contenção de dano e depois um ajuste para fugir completamente à pegada na perna.

O meu parceiro foi o tímido Vitorio, um faixa branca de um branco azul como o Céu. Gentil e sempre pronto a ajudar, o Vitorio é um dos melhores colegas para se trocar exercício.

Seguiram-se uns fabulosos uchi mata e osoto gari bem como outras técnicas de desequilíbrio e projecção de que eu desconheço o nome.

“- Troca de parceiro!!!” – Gritou o Vita enquanto corpos se estatelavam no tatame.

No rola, o meu novo habitue, Tiagão o Quebra Nozes. Um faixa azul enorme, com cerca de 90 Kg (?), provido de um excepcional portfolio de técnicas desconhecidas para mim, Tiagão é um excelente rola para mim no sentido em que me permite fazer alguma movimentação, pois não é um lutador muito rápido. Sendo certo que dar os três tapinhas continua a ser um dos movimentos que mais faço nesta rola :-)

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por Zack

A internet é cheia de coisas maravilhosas

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Edith Garrud, inglesa, abriu em 1911 uma academia de Ju Jutsu na Regent Stree em Londres, na imagem abaixo uma outra senhora inglesa, de nome Quinn demonstra como se deve dominar “o marido alcoolizado” que procura alguma luxúria num momento “menos próprio.”

Depois de dominar o braço a senhora Quinn derruba o embriagado marido com uma projecção de anca, defendendo-se assim de um ataque com a pá da lareira.

No fim fazem as pazes e os diálogos são como seguem:

Marido: I’ll learn this ‘ere jucy jujubes, Liz, for I could do for you if I was sober.
Mulher: No,you’re a good husband to me then, and wouldn’t want to, but when you’re drunk I’ll always be a match for you.
Marido: Then I’ll never get drunk again.

Atenção que a ordem das fotografias está esquisita.

por Zack

O Jogo

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Muito já foi dito e escrito sobre as semelhanças entre o Xadrez e o Jiu Jitsu e sobre a importancia de se ter “um jogo“. Ando há algumas semanas a pensar no assunto. Falei com o meu Mestre e procurei o assunto noutros blogs…

Ter um Jogo pode parecer algo arrojado para um faixa branca, mas no fundo não passa de um plano posicional lógico, um jogo é uma estratégia a desenvolver durante um rola de Jiu Jitsu. Por outro lado pode ser também um método de desenvolvimento técnico em que o atleta elabora mentalmente uma lista de “fraquezas” que deverá praticar exaustivamente.

Algures na net li que “ter um jogo” é coisa de faixa roxa para cima, mas também li algures que se só começar a gizar o meu Jogo quando for faixa roxa, quando for faixa preta o meu jogo será o de um faixa branca. O Vita aconselhou-me a não me preocupar demasiado com o assunto e esperar pela azul.

Ter um plano, obriga do teu adversário a jogar à defesa… Persegues o armlock? Estás no 100Kg, tens várias maneiras de chegar a ele, a maneira mais rápida será o ataque directo dos 100Kg, se não der podes montar, se não montares e o adversário der o flanco, o armlock pode estar logo ali também… Enfim, multiplas possibilidades.

Mas será que ter um Jogo na cabeça, não te retirará as explosões de criatividade e de espontaneidade? Talvez não, porque no fundo um bom adversário manda o teu Jogo pela janela e obriga-te a puxar dos galões.

É aqui que em alguns blogs se começa a falar do “Jogo-B”… Demasiado à frente para mim que nem consigo compreender bem o que é o Jogo-A.

Esta segunda-feira não consegui ir treinar, o que me aborreceu pois já há algum tempo que vinha conseguindo manter um ritmo de 3 aulas por semana.

Amanhã é dia de treino outra vez e estou curioso para ver como está o meu gás. Sinto-me bastante melhor neste capitulo.

por Zack

Bom para a vida, bom para o Jiu Jitsu

Quando começamos a treinar Jiu Jitsu temos medo de perder. Alguns nunca se livram desse medo e isso constrange a sua evolução na Arte.

Para se evoluir é preciso navegarmos até águas onde o nosso jogo não é tão forte. Precisamos de deixar que os outros estabeleçam posições superiores, para que tentemos sair delas. Claro que não se deve fazer isto sempre, mas deve ser parte do teu treino.

E lembra-te, nas aulas rolamos para aprender, não para ganhar. Rolar para ganhar sempre, é receita de ouro para uma progressão lenta.

Arrisca.
Ousa.

É um bom conselho para a vida e para o Jiu Jitsu.

Ri-te.
Aceita que tu fazes parte da tua equipa e do teu ginásio e portanto tens uma quota parte de responsabilidade no ambiente que lá impera. Estamos todos a treinar no nosso tempo livre.É suposto ser divertido.

Sê simpático.

 Se chegar um aluno novo, apresenta-te, dá-lhe as boas vindas.
Quando bateres para um colega, dá-lhe os parabéns. Diz-lhe que a manobra foi muito bem feita. Pede-lhe para que te a exemplifique.

Estamos ali todos para aprender e aprende-se mais depressa se o ambiente for divertido.

Bons treinos.

por Zack

Porquê?

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Saimos de casa felizes.
Indo em direcção à dor, ao cansaço, ao desconforto.
Regressamos a casa ainda mais felizes.
Porquê?

por Zack

Sábado de Páscoa

Este fim de semana a Academia estava bem vazia. Páscoa talvez. Embora o começo do bom tempo afaste por certo muita gente da aula de sábado, as aulas com pouca afluência são sempre boas para se trabalhar “as bases” do Jiu Jitsu. Aquilo que todos precisam e sem o qual ninguém pode evoluir com sucesso.

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Depois do aquecimento puxado por um faixa roxa cujo nom de guerre neste blog será “Bruiser” que numa tradução muito livre significa “aquele que faz nódoas negras”, começamos por tourear e colocar joelho na barriga. Depois empilhámos para passar a guarda e para terminar, uns exercícios de trabalho nas costas.

Sábado foi também um daqueles dias em que surge um aluno novo, na flôr da força e da pujança. O Vita destacou-me para rolar com ele. Alegadamente desconhecedor do nosso jitsu, sabia puxar para a guarda, fazer guilhotinas e chaves de perna. Não é caso virgem e o Youtube faz maravilhas.

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Mas na Arte Suave a força bruta não é sinónimo de eficácia e os videos jamais substituirão a prática intensiva e orientada por um instrutor. Pelo que foi sem surpresa e sem mérito que me passeei nas costas do novo aluno, para a finalização.

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Mais para o fim do treino, rolei com o Bruiser…”devagarinho” prometeu ele. E claro que devagar, devagarinho lá me finalizou o bicho, uma ou duas vezes.

por Zack

Pó de arroz e nódoas negras.

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Este post é dedicado às raparigas que treinam na minha equipa. Para as Carlotas, as Tinas, as Xanas, as Lauras, as Veras e as Carlas do Jiu Jitsu, deixo-vos em baixo uma série de links nos quais poderão buscar inspiração, conforto, incentivo e acima de tudo a confirmação do que já era uma certeza… O Jiu Jitsu é um mundo de homens, apenas na medida em que o deixarmos ser.

Blogs:

  • “Women in BJJ, BJJ in me”  (texto excelente de uma praticante asiática)
  • Women and BJJ (conselhos para homens)
  • The Jiu-Jitsu Sisterhood
  • Aúdio (fazer download do MP3):

  • Fightworks Podcast #132 Penny Thomas (na foto no inicio do post)
  • Fightworks Podcast #109 Felicia Oh
  • Fightworks Podcast #103 Brazilian Jiu-jitsu and women com Valerie Worthington
  • Videos:

    por Zack

    Training Log – 1ºTrimestre/09

    Chegou a altura de fazer uma avaliação do 1ºTrimestre de 2009.
    Tem sido uma altura dificil profissionalmente o que me levou a que em algumas semanas só conseguisse fazer um treino, mas depois lá se equilibrou.

    No 1ºTrimestre fiz 19 aulas, totalizando 28,5 horas de luta. Grosso modo e sem contar com variações de posições fiz os seguintes treinos:

    Single Leg
    Entradas nas pernas (várias)
    Armlock da Guarda
    Armlock da Montada
    Armlock Voador
    Armlock da Montada quando o colega faz ponte sobre o ombro
    Tourear
    Abrir Guarda de Pé e sua defesa
    Joelho na Barriga
    Fuga de Quadril com recuperação
    Triângulo com braço do colega laçado
    Ataques do 100Kg
    Omoplata
    Tripé
    Guarda-aranha
    Passagem de Guarda
    Ida para as costas
    Armdrag
    Meia Guarda

    Uma avaliação mais casuística segue no separador superior.

    por Zack

    O Caminho de Budo

    O Caminho de Budo é longo e sinuoso. Pejado de dificuldades, de alegrias, de frustrações, de conquistas. Assim, tal qual como o descrevo nesta entrada, entrecortado, enxertado de momentos positivos e negativos. Avalanches de sentimentos que nos assolam, como aquelas constipações manhosas que nos atingem de vez em quando.

    É assim o nosso “Jitsu“. Um dia corre bem e saimos da Academia excitadíssimos com aquela nova raspagem que o sensei nos mostrou – “Uau! Agora é que ninguém me agarra!”. Outro dia tudo corre de acordo com a 9ª Lei de Murphy do Jiu Jitsu que diz que não te aguentas mais do que cinco aulas seguidas sem fazer burrada da grossa em frente ao sensei, e nessa noite e até fazeres a próxima aula (onde tudo deverá correr bem) o teu Mundo Jitsu colapsa.

    Claro que nenhum jiu jiteiro de jeito admite os altos e baixos motivacionais, está sempre tudo bem.

    Mas o caminho é mesmo este, em especial para faixas brancas como eu. Já passei aquela fase dos primeiros dois ou três meses de prática em nos sentimos frustrados por não sabermos fazer ponta dum corno. Também já passei pela fase dos oito a dez meses em que já nos sentimos qualquer coisinha de jeito, até que vem experimentar uma aula um aluno novo cheio de genica que te dá uma coça desmoralizadora.

    Já tenho um ano e dois meses de Jiu Jitsu… Ou seja, NADA!

    Nos momentos baixos há que não esquecer de olhar o kimono, de ver como está a ficar gasto, de ver como a gola está a ficar escura do suor. Saiu-te do corpo!

    Jiu Jitsu é mesmo assim… Se fosse fácil não seria tão apaixonável, tão magnético. Se fosse fácil eu praticava Judo!!!

    por Zack

    Links

    O Black Java está em fase de adicionar links ao painel da direita… Dezenas de blogs sobre a Arte Suave. Divirtam-se porque há mais para vir.

    por Zack