Fechar ou não fechar, eis a questão!

Para a edição de Maio da GracieMagLuca Atalla preparou o que intitulou de um Manifesto contra o fechamento de chaves. No referido texto Luca argumenta que no último Pan Americano…das 10 finais da faixa-preta, apenas sete foram decididas nos tatames […] O motivo? Em três categorias, atletas do mesmo time chegaram na decisão, e optaram por não lutar.

Entre a elaboração do texto e sua chegada às bancas realizou-se o Open de New York e aqui […] não existiu a disputa da final do absoluto da faixa-preta. Ou seja, não tivemos simplesmente a luta mais importante do campeonato.

Tenho lido “os mais antigos” e mais avalizados colegas de Jiu Jitsu dizer que sempre foi assim, que é uma tradição no Jiu Jitsu. Mas opinião contrária tem Romero “Jacaré” Cavalcante, […] As pessoas pensam que isso é uma tradição que sempre existiu, mas quando eu comecei a lutar, isso não acontecia não – Diz o lider da Alliance, que continua afirmando,[…] Cansei de enfrentar o Ricardo Azoury em finais de campeonato, e nós dois éramos alunos do Rolls. E o Maurição, pai do Roger [Gracie] disputava com o Márcio Macarrão. Não tinha mamãezada, o pau comia mesmo, e ninguém deixou de ser amigo por causa disso. Agora, teve uma época em que o professor Helio Gracie pediu para a gente parar de lutar, porque estávamos dando aula para o pessoal de outras academias. Foi quando isso tudo começou […].

O debate não ficou por aqui e a equipa Gracie Barra através de Flávio Almeida emitiu um comunicado a favor do fechamento de chaves. No entanto e na boa tradição democrática da liberdade de opinião Roger Gracie opinou, […] todos sabem que sou a favor de haver luta, sempre.

Já Márcio Feitosa argumenta […] Antes dos campeonatos, todo mundo se reúne e troca informações táticas sobre determinado adversário, e estudamos juntos posições para anular ou vencer determinada pessoa. Será que se, dias depois, estes dois atletas que estão estudando juntos, fossem obrigados a se enfrentar, eles se abririam tanto um com o outro? Se isso não acontecer, pode conter a evolução do Jiu-Jitsu […] Mas se jogarem os dois para o mesmo lado [Michael Langhi Lucas Lepri] é um desrespeito com o histórico do atletas. Porque o Langhi e o Lepri, por exemplo, conquistaram nos tatames o direito de serem cabeças de chave. E se eles não fossem separados, um perderia a chance de ser vice-campeão”, argumentou Márcio.  

Como todos já percebemos também há dinheiro pelo meio. Patrocinios que puderão não chegar, torneios que continuaram com um alcançe local e as marcas como Jiu-Jitsu Pro Gear, Keiko e Koral já instituíram bônus aos patrocinados por desempenho. Com receio para não perderem o espaço de expôr a sua marca. 

Como parte integrante do nosso Mundo Jitsu, também foi dada a palavra a um árbitro da IBJJF (e Professor de 4.ºgrau) Múzio de Angelis que sugere […] A solução é meio radical, mas acabaria de uma vez por todas com o fechamento: as equipes só poderiam inscrever um atleta no absoluto, aquele que fosse considerado o melhor de cada equipe seria o representante na categoria mais importante do Jiu-Jitsu.

Pessoalmente ainda não sei qual a minha opinião sobre o assunto porque reconheço argumentos válidos de ambos os lados da barricada, mas uma coisa é certa, assim o Jiu Jitsu nunca chegará a desporto Olimpico porque vai ser dificil convencer o COI que o Jiu JItsu não é um desporto colectivo mas  individual, e que caso um dia o Jiu-Jitsu passe para as Olimpíadas e um americano da GB que chegue à final contra um brasileiro da GB vai ser normal não ter final. Mas também quem é que disse que o Jiu Jitsu tem de ser desporto Olimpico? 

Resumindo existem sobre o assunto as seguintes correntes de opinião:

1. Os que defendem a ideia do manifesto, ou seja que os atletas da mesma academia, caso cheguem na semi-final ou na final se enfrentem. 

2. Os que são contra, argumentando que o fechamento é cultural, e um atleta tem o direito, pelo que já fez, de ser cabeça de chave; 

3. Os que defendem que cada academia só deveria poder colocar um atleta por categoria (alguns sugerem no absoluto, outros em todas as categorias); 

4. Os que acham que é questão de sensibilização e não de regras ou sistema. 

5. Os que acham que para ter luta deveria existir prémio monetário (apesar de diversas lutas no ADCC mostrarem que o dinheiro não impede a luta combinada); 

6. A ideia de instituir a disputa pelo terceiro lugar, que garantiria uma disputa final ao menos (ou a final, ou a pelo terceiro lugar). 

A procissão ainda vai no adro. Mas se eu tivesse de fazer apostas… apostava que o fecho de chaves começou lentamente a morrer em Maio de 2009

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por Zack

Um comentário a “Fechar ou não fechar, eis a questão!

  1. Esse Luca Atalla é jornalista, a vida de lutador dele foi curta e inespressiva. Ele é como os jornalistas de futebol que falam mas nunca estiveram em campo, ou melhor so nas peladinhas de final de semana!!

    posta e minha entrevista!!
    http://www.mma-portugal.com/

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