Farpela nova!

Comprei um kimono novo. Um Atama Mundial, igual aos que podem adquirir seguindo as instruções que estão na página “kimonos jiu jitsu“, na parte superior do blog.

O kimono é belíssimo. bom material e o design está muito agradável e simples, no entanto há algo de constrangedor em estrear um kimono novo. Não sei bem explicaro o quê.  Talvez um misto de incompatibilidade com uma das caracteristicas que um lutador de Jiu Jitsu deve ter… modéstia.

Adiarei ao máximo a estreia do meu Atama… ou talvez não.

por Zack

ADCC 2009 Barcelona

Este fim de semana acompanhei em directo, tanto no Sábado como no Domingo, a edição de 2009 do Abu Dhabi Combat Club. Devo confessar que no que toca à espectacularidade do torneio, fiquei um pouco desiludido. Combates muito tácticos, algo lentos…

Foi com surpresa que vi Rafael Mendes finalizar Leo Vieira…é o fim de uma época e o nascer de uma nova geração. Foi sem surpresa que Jacaré e Marcelo Garcia derrotaram Drysdale e Kron Gracie, apesar do Kron se ter batido muito bem na minha opinião.

Mas o grande vencedor tem de ser Bráulio Estima, que ano para Gracie Barra! Campeão Europeu em Lisboa, em Barcelona venceu no peso e no absoluto, eliminando no peso André Galvão e no absoluto vencendo Xande Ribeiro na final…

Pena que agora só em 2011.

por Zack

Jaguar

Anderson de kimono preto no Memorial a Léo d'Ilha

Anderson de kimono preto no Memorial a Léo d'Ilha

Foto: Cortesia de CoelhoPhotos

Há primeira vista Anderson Fetter não é o tipo mais simpático do Mundo, apesar do humor mordaz. Carrancudo na hora de treinar, duríssimo na hora de rolar, até há bem pouco tempo era o último colega de treino que eu escolhia para rolar. O seu aparente mau humor, era desmotivante para quem, como eu, gosta de uma boa dose de descontracção, até na hora do rola.

Mas a verdade é que o irmão mais novo do faixa preta Fábio Fetter, é um pouco como a floresta de Bornéu…precisa de ser descoberto. Depois, o aparente mau humor, não é mais do que uma total concentração no treino e uma expressão da sua mentalidade competitiva. Da mesma forma que um predador precisa de maximizar a relação entre capturas/tentativas, Anderson procura absorver cada segundo de uma aula e desfrutar de cada centímetro rolado.

Compacto como um jaguar, Anderson tem coleccionado sucessos desportivos no nosso País e é uma das promessas “nacionais” tanto na roxa, como na simpatia e boa disposição.

Há quanto tempo pratica JJ e o que te levou a praticar? 

 Comecei brincando no JJ quando o Fábio entrou, via algumas coisas, fazia alguns treinos, mas nada de oficial. Em 2001 com a minha chegada em Portugal fiquei mais próximo do Fábio e comecei a treinar a sério. Gosto muito de competir e isto me motiva muito.

O que é que o JJ mudou na tua vida? 

Jiu Jitsu é um estilo de vida, é estar acostumado a enfrentar os desafios que o trabalho nos coloca. É não desistir antes de terminar uma tarefa. A postura e o auto controle dentro e fora do tatame.

Achas que a capoeira te deu alguma vantagem na aprendizagem do JJ? 

 Muito, entrei no JJ já com controle total do meu corpo, com um físico mais alongado e acostumado a posições invertidas. Não precisei aprender a mover meu corpo. Já vim com conhecimento prévio sobre coisas que não de devem fazer quando se está lutando.

Como caracterizarias o teu estilo de Jogo? 

 Gosto de ir pro pau e terminar logo o assunto, finalizando o quanto antes. Gosto de terminar um campeonato sem me suar, terminar o quanto antes.

 Que sentes normalmente quando é promovido? Responsabilidade? “Receio”? 

Me sinto reconhecido, não sou eu que escolho a promoção, treino, luto e faço o meu trabalho. Quando meus professores me promovem fico feliz, satisfeito e sei que estou em plena condição de seguir em diante as novas responsabilidades. Tem gente que acha que é mais fácil ser irmão do professor, mas é bem pelo contrário, tenho que ser muito melhor que qualquer um.

Consegues imaginar-te como professor de Jiu-Jitsu? 

Não é uma coisa que busco, dou aulas de capoeira a mais de 8 anos e sei bem o que reconhecimento e o que custo. Busco ser o melhor, ser faixa preta campeão! Se um dia a vida me fizer professor sentirei orgulho, mas actualmente não é um objectivo meu.

Teu irmão é faixa preta e tenho a certeza que já bateste muitas vezes para ele. Tendo em conta as rivalidades saudáveis entre irmãos, como é bater para ele? 

 Me deixa mais motivado que qualquer outra coisa. Acompanho a evolução dele desde sempre, segui sempre ele nos campeonatos. Ele nunca foi fácil de ser vencido e já venceu uma pá de gente. Quando me finaliza é bater a mão de novo e cair para dentro, luto talvez mais duro com ele do que com outros, não por não querer perder para ele, mas sim por saber que ele precisa também treinar duro para ficar melhor e me finalizar mais vezes. A velha bola de neve do professor e aluno!

por Zack

Será a defesa o melhor ataque?

A sobrevivência é um dos conceitos chave de um Jiu Jitsu talhado para fazer com que o mais fraco se iguale ou se sobreponha, a um mais forte. Uma fuga de quadril não é mais do que uma estratégia de sobrevivência´criada para nos desembaraçar de um adversário que nos domina por cima. Um arm drag não é mais do que o contornar daquilo que não queremos enfrentar pela frente, etc, etc.

Jiu Jitsu é estratégia…de sobrevivência. Claro que na defesa da nossa existência, o nosso jitsu faz “vítimas” pelo caminho, pois é uma Arte letalmente eficaz.

Na qualidade de faixa branca, o tempo que eu passo no tatame, eu passo-o a tentar sobreviver. Se rolar com um graduado ou com um daqueles faixas brancas que conseguem rebocar camiões TIR com os dentes, eu passo os 6 minutos a jogar à defesa. Pelo que considero imprescindível, para um faixa branca como eu, saber como defender um ataque das costas, mais do que saber atacar pelas costas, ou saber como tirar um adversário da montada, mais do que saber como reter a montada.

Embora o jogo ofensivo seja importante, aliás nem sei bem como é possível separar a aprendizagem de um e de outro, a verdade é que desde que comecei a debruçar-me mais sobre os aspectos defensivos do jogo, a minha taxa de “3 tapinhas” desceu brutalmente. Pelo que não posso deixar de recomendar a todos os meus colegas da branca… gostam do armlock voador, do estrangulamento anaconda e do brabo? Preocupem-se antes com a fuga de quadril, a esgrimada e o Upa!

por Zack

Demasiado cedo para escolher?

Nos últimos meses tenho sido assaltado pela indecisão ou melhor pela dúvida de ser esta, ou não, a altura em que começo a ter que incidir o meu Jogo, sobre a Guarda ou sobre a Passagem. Será cedo de mais?

Se me perguntarem eu respondo-vos de caras que sou mais eficiente a jogar de Guarda do que a passar. Mas objectivamente no que se traduzirá isso?

Guarda

A Guarda. A minha Guarda é justa, e gosto de levantar bem o quadril como o Vita não se cansa de repetir. O meu ataque no braço está a dar frutos, em rolas com adversários a quem eu dantes não fazia nada. Sinto que da Guarda tenho muito mais controlo sobre o adversário, mas isso é em si uma característica da posição e não uma conquista minha, pois toda a gente tem mais controlo na Guarda. No entanto tem sido a jogar de Guarda que tenho obtido os meus melhores resultados…relativos.

Passagem

 A Passagem de Guarda. No fim de cada treino, os meus rolas são invariavelmente comigo a tentar passar a guarda do meu adversário. Se o adversário for coxo, maneta, sofrer de delirius tremens ou de uma brutal descoordenação…eu passo bem. Se estivermos a falar de um faixa azul (inclusivé) para cima… eu passo uma vez em cada mil. Eu até gosto de passar a guarda e acho que é sob o ponto de vista da Arte Suave, uma atitude mais marcial, mais de defesa pessoal do que a Guarda, que talvez seja mais desportiva. Mas a verdade é que não vejo tantos resultados evolutivos no meu Jiu Jitsu como quando jogo de Guarda.

Dúvida… Treino mais a Passagem? Ou começo a incidir na Guarda?

por Zack

O ataque à Meia-Guarda

Há medida que o meu Jiu Jitsu evolui (faz lembrar um caracol), e mal ou bem tem evoluído gradualmente, tenho tido mais facilidade em dificultar a passagem da minha Guarda, o que me faz passar algum tempo na Meia-Guarda.

jeff glover  

Ora como o meu conhecimento da Meia-Guarda, limita-se a um triângulo de perna que trava (atrasa!) a progressão dos meus adversários, enquanto tempo repor a Guarda e a uma ou duas saídas da posição (se estiver por cima), resolvi encomendar da Internet o tão aguardado DVD de Jeff Glover sobre a Meia-Guarda. O titulo refere a “Deep Half Guard” pelo que estou curioso sobre se aborda a polémica 50/50.

Notei que na minha Academia e ao meu nível (faixa branca) o domínio da Meia-Guarda está um pouco limitado ao que eu sei também… ou seja este DVD pode vir a dar-me alguma vantagem, quem diz a mim, diz a todos os meus colegas de rola com quem treino e a quem terei o maior prazer em emprestar o disco (talvez gravar seja mais prático) para que o nosso sucesso competitivo continue a crescer.

Tempo de entrega 21 business days (!!!!)

por Zack

ADCC 09 Barcelona

As últimas noticias colocam Roger Gracie fora do ADCC ’09. O Astro está com papeira.

A tão esperada super luta entre Roger e Robert Drysdale será adiada. É pena.

por Zack