Jaguar

Anderson de kimono preto no Memorial a Léo d'Ilha

Anderson de kimono preto no Memorial a Léo d'Ilha

Foto: Cortesia de CoelhoPhotos

Há primeira vista Anderson Fetter não é o tipo mais simpático do Mundo, apesar do humor mordaz. Carrancudo na hora de treinar, duríssimo na hora de rolar, até há bem pouco tempo era o último colega de treino que eu escolhia para rolar. O seu aparente mau humor, era desmotivante para quem, como eu, gosta de uma boa dose de descontracção, até na hora do rola.

Mas a verdade é que o irmão mais novo do faixa preta Fábio Fetter, é um pouco como a floresta de Bornéu…precisa de ser descoberto. Depois, o aparente mau humor, não é mais do que uma total concentração no treino e uma expressão da sua mentalidade competitiva. Da mesma forma que um predador precisa de maximizar a relação entre capturas/tentativas, Anderson procura absorver cada segundo de uma aula e desfrutar de cada centímetro rolado.

Compacto como um jaguar, Anderson tem coleccionado sucessos desportivos no nosso País e é uma das promessas “nacionais” tanto na roxa, como na simpatia e boa disposição.

Há quanto tempo pratica JJ e o que te levou a praticar? 

 Comecei brincando no JJ quando o Fábio entrou, via algumas coisas, fazia alguns treinos, mas nada de oficial. Em 2001 com a minha chegada em Portugal fiquei mais próximo do Fábio e comecei a treinar a sério. Gosto muito de competir e isto me motiva muito.

O que é que o JJ mudou na tua vida? 

Jiu Jitsu é um estilo de vida, é estar acostumado a enfrentar os desafios que o trabalho nos coloca. É não desistir antes de terminar uma tarefa. A postura e o auto controle dentro e fora do tatame.

Achas que a capoeira te deu alguma vantagem na aprendizagem do JJ? 

 Muito, entrei no JJ já com controle total do meu corpo, com um físico mais alongado e acostumado a posições invertidas. Não precisei aprender a mover meu corpo. Já vim com conhecimento prévio sobre coisas que não de devem fazer quando se está lutando.

Como caracterizarias o teu estilo de Jogo? 

 Gosto de ir pro pau e terminar logo o assunto, finalizando o quanto antes. Gosto de terminar um campeonato sem me suar, terminar o quanto antes.

 Que sentes normalmente quando é promovido? Responsabilidade? “Receio”? 

Me sinto reconhecido, não sou eu que escolho a promoção, treino, luto e faço o meu trabalho. Quando meus professores me promovem fico feliz, satisfeito e sei que estou em plena condição de seguir em diante as novas responsabilidades. Tem gente que acha que é mais fácil ser irmão do professor, mas é bem pelo contrário, tenho que ser muito melhor que qualquer um.

Consegues imaginar-te como professor de Jiu-Jitsu? 

Não é uma coisa que busco, dou aulas de capoeira a mais de 8 anos e sei bem o que reconhecimento e o que custo. Busco ser o melhor, ser faixa preta campeão! Se um dia a vida me fizer professor sentirei orgulho, mas actualmente não é um objectivo meu.

Teu irmão é faixa preta e tenho a certeza que já bateste muitas vezes para ele. Tendo em conta as rivalidades saudáveis entre irmãos, como é bater para ele? 

 Me deixa mais motivado que qualquer outra coisa. Acompanho a evolução dele desde sempre, segui sempre ele nos campeonatos. Ele nunca foi fácil de ser vencido e já venceu uma pá de gente. Quando me finaliza é bater a mão de novo e cair para dentro, luto talvez mais duro com ele do que com outros, não por não querer perder para ele, mas sim por saber que ele precisa também treinar duro para ficar melhor e me finalizar mais vezes. A velha bola de neve do professor e aluno!

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por Zack

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