Afinal é possível…

Patrocínios. Todos os competidores a sério de Jiu Jitsu, sonham com patrocínios ou pelo, menos não desdenhariam em ter um patrocínio que os pudesse levar a lutar nos Mundiais, nos Pans e nos Abu Dhabis que ocorrem todos os anos.

 Pois é, infelizmente o JJ não é daqueles desportos que mais facilmente angariam patrocínios. Não tem nada que ver com o facto de ser uma luta, tem simplesmente que ver com a (pouca) visibilidade que o JJ tem.

 Acresce que a maioria dos lutadores não sabe como pedir um patrocinio, nem perspectiva bem o que procura um patrocinador, num patrocinado.

 O que procura um patrocinador?

 Um patrocinador procura alguém que represente bem a sua marca. Mas isto, ao contrário do que a maior parte possa pensar, não significa ganhar títulos. Óbvio que patrocinar um campeão é melhor do que patrocinar o último classificado… Mas o que está subjacente a esta escolha entre o campeão em detrimento do último classificado, não é o resultado desportivo em si… mas a visibilidade mediática que o campeão tem e o último classificado não tem.

 As marcas procuram quem DÊ BOA IMAGEM DA MARCA. Não precisa de ganhar. Tem é de ser um EXEMPLO, para o público-alvo dessa empresa. O patrocinador precisa de sentir que aquele individuo é um garante de uma imagem de RECTIDÃO.

 Exemplo 1:

 Tiger Woods espeta o carro numa árvore depois de ter uma discussão com a mulher por causa de uma amante.

 Resultado:

 Várias marcas retiram os seus patrocínios a Tiger Woods. O homem deixou de ser o melhor golfista do Mundo? Não.

Mas as empresas não quiseram ver o seu nome associado a um adúltero. O mercado tem disto… É muito moralista.

 Exemplo 2:

 A Kate Moss é fotografada a snifar coca numa festa privada.

 Resultado:

 Várias marcas de perfumes e roupas retiraram os seus patrocínios à rapariga.Ela deixou de ser uma das melhores modelos? Deixou de ser linda? Não.

Mas as empresas não queria ver a sua marca associada a uma snifadora de cocaína.

 Como devo abordar uma marca? Qual o caminho a seguir?

 Regra número um, esqueçam as cartinhas. A coisa TEM DE SER FEITA CARA A CARA.

Nas marcas grandes começar por chatear alguém do Departamento de Marketing, depois chegar ao Chefe de Departamento e depois ao chefe do Chefe de Departamento e por ai fora.

 As cartas são muito mais práticas, poupam-nos o embaraço de pedir dinheiro e podem ser enviadas em quantidades massivas.

 Mas quem dá dinheiro a um gajo que se diga praticante de um desporto que nunca ninguém ouviu falar ou que então é associado ao sangrento UFC que passa sábados à noite na Sic Radical… Eu cá não dava.

 Presencialmente é tudo diferente. A Arte Suave pode ser explicada, desmistificada e quem sabe exemplificada. O atleta pode melhor explicar aos responsáveis pela empresa porque acha que pode ser um bom representante da marca.

 “porque é um desporto muito saudável”

“porque promove a humildade e rectidão”

“porque promove a camaradagem e o esforço de equipa”

“porque é um óptimo ambiente para desviar os jovens dos maus caminhos”

 Blá blá blá blá blá… É só inventar.

 Resumindo e concluindo… as marcas apreciam resultados desportivos, mas estes não são imprescindíveis. O que as marcas pretendem é um atleta que possa ser um exemplo para outros, uma referência, um ídolo. É esta simbiose entre CIDADANIA, CIVISMO e BOA ONDA que as marcas pretendem.

 Claro que se ganharam a marca fica ainda mais contente e para o próximo ano, o patrocínio pode ser melhor.

 Rasguem as cartas e marquem reuniões JÁ!

Anúncios
por Zack

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s