Teoria dos ciclos

Resolvi inserir uma imagem do Ronaldo “Jacaré” Souza neste post, porque o Jacaré é um dos lutadores que mais admiro e a mera tarefa de procurar na Net uma imagem deste multiplo Campeão do Mundo e da Europa melhora o meu estado de espírito.

Já todos lemos ou ouvimos falar que a aprendizagem no JJ é feita de altos e baixo. Uma fase ascendente em que sentimos que estamos a evoluir, em que as novas técnicas nos saem bem e em que o corpo corresponde às nossas acelerações… E uma fase de plateau, uma fase plana em que não “desaprendemos” JJ, mas em que ficamos com a sensação que estagnámos. Em que estamos a ir a direito em vez de irmos para cima. Tudo isto não passa de uma teoria, de um cliché que existe entre Jiu Jiteiros. Mas é algo que faz sentido e que muitos, senão todos, já experimentámos.

Não existem timmings para estas fases… qualquer uma delas pode durar dias ou semanas… e vão e vêm a um ritmo imprevisível.

Ontem, quase três meses depois de ter recebido a minha faixa azul, julgo ter iniciado a minha primeira fase de plateau desde que sou graduado. Saí do treino desanimado, desalentado, sem força anímica. Se lerem o post anterior a este verão que o treino até nem correu mal… Pelo estes ciclos só poderão tratar-se de algo psicológico.

Pelo que vou explanar aqui a Teoria Black Java dos Ciclos de Treino.

Aviso:  Validade desta teoria –» Nenhuma. É só uma Teoria.

Na nossa base semanal de treino, todos nós aprendemos técnicas novas, relembramos técnicas que já conhecíamos, incorporamos em técnicas que já conhecíamos pormenores novos e tentamos apreender toda uma estratégia posicional que deve conjugar o nosso biótipo, a nossa capacidade técnica e os princípios básicos do Jiu Jitsu.

O nosso processo de aprendizagem passa por uma absorção do nosso cérebro de tudo isto. Da mecanização das técnicas ao nivel neuromuscular e da retenção de toda um livraria de técnicas, estratégias e detalhes.

De tempos a tempos a “máquina” tem que fazer um reboot. Porque não é só o JJ que nos ocupa “espaço de disco” no cérebro, é o trabalho, a familía e espero eu, o Mundo.

No fundo o plateau não passa de uma pequena “lesão” no cérebro, uma “nódoa negra” indelével no cuore da nossa máquina mais precisa. Que demora mais ou menos tempo a passar. O tempo de recuperação da “lesão” é o tempo que a poeira demora a assentar. É por isso que depois de uma fase destas achamos que estamos a evoluir. Porque conseguimos absorver o contéudo que nos foi ensinado e estamos com espaço mental para abarcar novas técnicas, novos detalhes…

Esta é a minha teoria. É impossivel provar que estou errado eheheheheh

 

 

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por Zack

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